Continuo, a passo de tartaruga, organizar e tirar umas velharias dos armários. Tentarei não juntar tanto papél. (Será isso uma promessa?!?!?! Oh Deus!)
Entre uma prateleira e outra, encontrei uma caixa de sapato velha, forrada escrito “CARTAS”.
Abri e peguei uma a uma das demonstrações de carinho que recebi em papel. Vários cartões de aniversário, de vários amigos (inclusive os que nem tenho mais contato), outros de natal (pois é, sou da época de receber felicitações de natal em cartões via correio – caalada!), alguns do falecido namorado (que um dia eu achei q era o cara – abafa o caso!).
Ri tanto sozinha, várias cartinhas que eu troquei com uma amiga que fiz na praia e era de Goiânia/GO, nos escrevíamos muitas vezes, isso tudo la para os anos 91/92, todos envelopes decorados a mão (coitado do carteiro), outras que minha amiga Chiquita bacana – que um dia foi chamada de Fonk, mesmo morando do outro lado da rua, me encaminhou (estão separadinhas para nosso próximo encontro e depois rumam para o R de reciclagem meninas!).
Encontrei até uma prova de desenho geométrico que eu guardei porque era do fulaninho que um dia eu paquerei no 1º grau e tinha uma letra bonita (alguma coisa tinha que ser bonita visto que o cabeludo era uma trombada de caminhão com fusca – coisas que só enxergamos com a maturidade e várias consultas oftalmológicas).
Aproveitei para separar as que pretendo guardar, e já coloquei na caixa destinada ao ritual da fogueira a das pessoas que eu limei da vida (por mancadas ou mesmo por distâncias). De algumas deu até saudades, de outras deu vontade mesmo é de exorcizar hahahahah.
Eu não queimo pq tenho problemas com o meu passado não, pelo contrário, aproveitei cada eterno segundo, mas não gostaria de imaginar ninguém bisbilhotando minha intimidade passada recheada de babaquices (leia-se agendas adolescentes totalmente lotadas de adesivos, recortes, guardanapos e até chiclete mastigado hahahahah) Não sou doida não, tive uma adolescência absolutamente normal, com todos os grilos, descobertas e conquistas que achamos ter depois do primeiro sutiã (esse demorou pra ser utilizado visto a demora do crescimento dos peitos – ops!).
Hoje tenho mais que certeza que o caminho que trilhei até agora, foi o melhor, e continuarei nele rumo ao futuro, simplesmente me livrando dos supérfluos do passado. E tenho dito!

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